Vício em vídeo game pode ser reconhecido como transtorno mental

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que o vício em videogames poderá ser reconhecido como um transtorno mental a partir de 2018, ano em que será divulgada a próxima edição da Classificação Internacional das Doenças (CID).
Na lista de doenças, que ainda está sendo preparada, o vício em videogames deverá entrar na categoria “distúrbios devido a um comportamento dependente”, o mesmo, por exemplo, de quem aposta de forma compulsiva.
“Os profissionais de saúde devem reconhecer que o vício em videogames pode ter sérias consequências para a saúde. Mesmo que a maioria das pessoas que joga videogame não tem esse problema, em algumas circunstâncias, o abuso pode levar a efeitos adversos”, explicou o líder do Departamento de Saúde Mental e Abuso de Substâncias da OMS, Vladimir Poznyak.
Se o vício em videogames entrar na próxima edição da CID, será a primeira vez que a OMS incluirá uma dependência “tecnológica” na lista de doenças.
Para verificar se a pessoa é uma viciada em videogames, os médicos deverão prestar atenção em alguns sintomas. Um deles, é quando o paciente dá prioridade aos videogames “até o ponto em que o jogo prevalece sobre os outros interesses da vida”.

Outro comportamentos

A dependência tecnológica está sendo pauta de pesquisas, estudos e diagnósticos, recentemente uma brasileira de 26 anos foi internada e a causa era nada mais menos que o vício em Whatsapp. Alguns termos surgidos nos EUA  e novas “doenças” estão focando a atenção para esse tipo de problema.
Um exemplo é o Phubbing é o ato de ignorar ou deixar de conversar com alguém por estar focado no celular. O termo vem da junção das palavras phone (celular) e snubbing (esnobar), e o comportamento frequente pode comprometer as relações pessoais.
O impacto do celular foi estudado por James Roberts e Meredith David, da Universidade de Baylor, nos Estados Unidos. De um grupo de 143 pessoas, 70% afirmaram que o aparelho ‘às vezes’, ‘frequentemente’, ‘muito frequentemente’ e ‘o tempo todo’ interfere na interação com o parceiro.
Ficou claro para os pesquisadores que as distrações causadas por phubbing prejudicam a satisfação do relacionamento. O comportamento, segundo a terapeuta, cria barreiras na relação que vão afastando um do outro, seja na condição de casal ou em qualquer relação interpessoal.
Outro exemplo é Nomofobia, “um movimento em que as pessoas não podem perder nada, porque acham que isso as coloca fora dos acontecimentos”, diz Denise. Essa necessidade de estar sempre ‘por dentro’ de tudo e o medo de ficar sem celular também têm nome: nomofobia, junção de ‘no’ (não) + ‘mo’bile (celular) + fobia (medo).
Mais um exemplo é o stop phubbing, um indício de que o comportamento está sendo prejudicial é quando, na hora de dormir, a pessoa leva o celular para a cama e continua usando. Outro ponto é quando a distração digital impede que a pessoa faça o que tem de fazer.
Segundo a OMS, se o transtorno for aceito na lista, o diagnóstico e o tratamento da “doença” poderá ser facilitado. Além disso, a publicação pode incentivar as agências de saúde a investigarem o tema. (ANSA)
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