Em Pouso Alegre, no Sul de Minas, equipes de resgate mantêm, nesta sexta-feira (16), uma força-tarefa para localizar um menino de 7 anos que desapareceu após ser arrastado por uma enxurrada durante a forte chuva registrada na tarde de quinta-feira (15). A operação mobiliza o Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil, a Polícia Militar e equipes da Prefeitura de Pouso Alegre.
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Segundo a Polícia Militar, três crianças, com idades entre 7 e 10 anos, brincavam dentro de um córrego quando o volume de água aumentou rapidamente. Duas conseguiram sair a tempo, sendo que uma delas foi retirada do local por um morador. No entanto, a terceira criança acabou sendo levada pela correnteza e sugada por uma manilha da rede de drenagem pluvial. O momento foi registrado por uma câmera de segurança da região.
Nesta sexta-feira, as buscas foram intensificadas com a atuação de nove militares. Além disso, a operação inclui o uso de embarcação no rio, incursões em galerias subterrâneas e monitoramento aéreo com drone. Dessa forma, as equipes concentram os esforços em áreas consideradas estratégicas, onde há maior probabilidade de localização da criança, o que ajuda a dar mais agilidade aos trabalhos.
As varreduras subterrâneas são feitas a partir de bocas de lobo, poços de visita e grades de acesso, permitindo a inspeção do interior das galerias de águas pluviais. Durante o trabalho, os bombeiros priorizam os chamados pontos de interesse, como curvas, estreitamentos, degraus e locais com acúmulo de materiais, que podem reter objetos e interromper o fluxo da água.
Um dos trechos que recebe atenção especial fica nas proximidades da Câmara Municipal, onde há um estreitamento da galeria. Por esse motivo, as equipes retornaram ao local para uma nova varredura. A identificação desses pontos conta com o apoio da Secretaria de Obras e das equipes responsáveis pela manutenção da rede pluvial, que conhecem a estrutura subterrânea da área central da cidade.
Enquanto isso, outra frente de trabalho atua nas margens e no leito do Rio Mandu, a partir do ponto onde a galeria deságua. As buscas se concentram principalmente nas áreas de remanso, onde a correnteza é mais fraca e há maior acúmulo de galhos, pedras e outros obstáculos. De acordo com os bombeiros, a água turva e a poluição do rio tornam o mergulho inviável, sendo adotadas buscas a pé e com embarcação, quando as condições permitem.
Por questões de segurança, os trabalhos precisaram ser interrompidos temporariamente durante a noite de quinta-feira. No entanto, assim que o nível da água baixou e foi possível garantir a segurança das equipes, as buscas foram retomadas ainda na madrugada. Com isso, os militares já conseguiram avançar cerca de 900 metros dentro das galerias pluviais desde o último ponto onde a criança foi vista.
A partir da manhã desta sexta-feira, a operação passou a ser dividida em três frentes. Uma equipe atua diretamente no Rio Mandu, outra realiza buscas na região das ruas Comendador José Garcia e João Basílio, enquanto a terceira trabalha a partir do vertedouro, no sentido da Avenida Vicente Simões e da Rua Comendador José Garcia.
De acordo com a Prefeitura de Pouso Alegre, as galerias monitoradas somam cerca de 2,5 quilômetros de extensão, desde a Avenida São Francisco, nas proximidades da Câmara, até o ponto de saída no rio. Caso a criança não seja localizada na rede pluvial, a estratégia prevê a concentração total das buscas no Rio Mandu, decisão que será avaliada em conjunto pelas equipes dentro de um gabinete de crise.
Além das buscas, a ocorrência é tratada como prioridade máxima. Equipes das áreas de assistência social e saúde prestam apoio psicológico e social à família da criança, enquanto a Polícia Militar acompanha os familiares desde o início. Por fim, os bombeiros informam que nenhuma hipótese é descartada, apesar de reconhecerem que as chances diminuem com o passar do tempo.


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