Uma medida da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição da comercialização, da distribuição e do uso de alguns lotes de fórmulas infantis fabricadas pela Nestlé Brasil Ltda. A decisão consta na Resolução nº 32/2026, publicada no começo deste mês de janeiro.
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A restrição atinge lotes específicos das marcas Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino. A empresa responsável é a Nestlé Brasil Ltda., inscrita no CNPJ 60.409.075/0001-52.
A medida foi adotada de forma preventiva após a identificação de risco de contaminação por cereulide, uma toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus. O consumo de alimentos contaminados pode provocar sintomas como vômitos persistentes, diarreia e letargia, caracterizada por sonolência excessiva, lentidão de movimentos e raciocínio, além de dificuldade de reação e expressão.
Recall global
De acordo com a Anvisa, a fabricante iniciou o recolhimento voluntário dos produtos no Brasil e em outros países. A decisão ocorreu após a detecção da toxina em produtos originados de uma fábrica localizada na Holanda. A investigação apontou que a substância estava presente em um ingrediente fornecido por um fornecedor global terceirizado de óleos, o que levou à necessidade de um recolhimento em escala mundial.
Produtos e lotes incluídos no recall


Orientações a pais e responsáveis
Pais e responsáveis que utilizam fórmulas infantis das marcas envolvidas devem verificar o número do lote impresso no rótulo. Caso o produto pertença a um dos lotes recolhidos, ele não deve ser utilizado nem oferecido para consumo. Os demais lotes não foram afetados pela medida.
Para orientações sobre troca ou devolução, a recomendação é entrar em contato diretamente com a Nestlé Brasil Ltda. por meio do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), indicado na embalagem.
Se a criança apresentar sintomas compatíveis após o consumo de produtos dos lotes indicados, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente. No momento da consulta, é importante informar qual alimento foi consumido e, se possível, apresentar a embalagem do produto.
A íntegra da Resolução nº 32/2026 pode ser consultada no site do Diário Oficial da União. A Anvisa também disponibiliza orientações sobre o uso seguro de fórmulas infantis em seus canais oficiais.









