A fundação mantenedora do hospital psiquiátrico Gedor Silveira, em São Sebastião do Paraíso, iniciou o processo de demissão de 109 funcionários após uma decisão judicial determinar o fechamento da unidade. Alguns trabalhadores atuavam há cerca de 30 anos na instituição.
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Atualmente, os funcionários cumprem aviso prévio. Outros colaboradores ainda não tiveram as rescisões formalizadas devido a situações de estabilidade trabalhista, como gestantes, membros da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) e funcionários afastados por acidente de trabalho.
Segundo a gerente administrativa da fundação, Gabriela da Silveira, a instituição realiza um estudo jurídico para definir a situação desses trabalhadores. “São as gestantes, os eleitos pela CIPA, aqueles funcionários que têm estabilidade decorrente de algum acidente de trabalho. Então, ainda não houve o aviso desses funcionários. Está havendo um estudo jurídico porque eles têm direitos garantidos”, explicou.
O hospital atuava há mais de 60 anos e atendia gratuitamente pacientes de mais de 150 municípios do Sul de Minas. Antes do encerramento das atividades, chegou a ser considerado o maior hospital psiquiátrico do estado.
Em março deste ano, a Justiça Federal determinou a suspensão de novas internações psiquiátricas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O último paciente recebeu alta no dia 30 de abril.
O custo estimado para as demissões é de aproximadamente R$ 3 milhões. De acordo com a fundação, o hospital já enfrentava dificuldades financeiras antes mesmo da decisão judicial.
“Além do pagamento dos déficits, do pessoal e das melhorias, a gente comprou diversas questões estruturais em prol dos pacientes e, após um ano, com a não possibilidade de aceitar novos pacientes, esse déficit, em um mês e meio, totalizou quase R$ 1 milhão, somando aos que a gente já tinha”, afirmou Gabriela.
Para tentar quitar as rescisões trabalhistas, a fundação busca uma parceria com a Prefeitura de São Sebastião do Paraíso. Entre as alternativas estudadas estão uma permuta ou desapropriação amigável dos prédios administrativo e assistencial da instituição em troca de terrenos do município.
Segundo a gerente administrativa, a medida permitiria maior liquidez patrimonial e facilitaria a obtenção de recursos para o pagamento dos funcionários desligados.
*com informações G1 Sul de Minas









