De acordo com as investigações, a quadrilha utilizava uma abordagem altamente direcionada e psicológica. Os criminosos obtinham dados pessoais das vítimas por meio de vazamentos na internet ou redes sociais e, em seguida, entravam em contato fingindo ser funcionários de instituições financeiras ou parentes em situação de extrema urgência. O objetivo era criar um ambiente de forte ansiedade e pressão para clonar o discernimento das vítimas.
Engenharia social e “laranjas”
Para dar veracidade ao golpe, a quadrilha simulava o atendimento de centrais telefônicas reais de bancos e utilizava termos técnicos do mercado financeiro. Com isso, convenciam o idoso a realizar transferências imediatas via PIX e TED, sob a falsa justificativa de fazer uma “regularização de conta” ou um “bloqueio de segurança” contra fraudes.
Assim que os repasses eram efetuados, o dinheiro era pulverizado em contas de “laranjas” (testas de ferro), uma estratégia utilizada para dificultar o rastreamento dos valores e ocultar a identidade dos verdadeiros líderes do esquema.
Desafio na recuperação dos valores
O crime só foi descoberto após o idoso desconfiar das transações e relatar o ocorrido aos familiares, que o ajudaram a registrar o Boletim de Ocorrência.
A Polícia Civil já deu início aos procedimentos de rastreamento bancário e tenta congelar os saldos nas contas de destino. No entanto, as autoridades alertam que a investigação enfrenta barreiras complexas: o crime tem caráter interestadual e o dinheiro foi fragmentado rapidamente em diversas contas secundárias pelo país, o que torna o estorno integral dos valores um grande desafio para a polícia e para as instituições financeiras.
A suspeita segue foragida, e quaisquer informações sobre o paradeiro da investigada podem ser repassadas anonimamente via Disque Denúncia (181) ou diretamente à Delegacia de Passos.








