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De acordo com as investigações, a quadrilha utilizava uma abordagem altamente direcionada e psicológica. Os criminosos obtinham dados pessoais das vítimas e passavam a realizar os golpes.
Engenharia social e “laranjas”
Para dar veracidade ao golpe, a quadrilha simulava o atendimento de centrais telefônicas reais de bancos e utilizava termos técnicos do mercado financeiro. Com os documentos das vítimas, o grupo de criminosos abriam contas e faziam diversas transferências bancárias e empréstimos de vários valores.
De acordo com um familiar do idoso vítima desse golpe, ele havia procurado uma empresa que fornece empréstimos para aposentados e pensionistas do INSS. No local, foi atendido por uma mulher, que ao checar os documentos dele, abriu contas e criou chaves Pix se passando pelo senhor.
Assim que os repasses eram efetuados, o dinheiro era pulverizado em contas de “laranjas” (testas de ferro), uma estratégia utilizada para dificultar o rastreamento dos valores e ocultar a identidade dos verdadeiros líderes do esquema.
Desafio na recuperação dos valores
O crime só foi descoberto após o idoso desconfiar das transações e relatar o ocorrido aos familiares, que o ajudaram a registrar o Boletim de Ocorrência.
A Polícia Civil já deu início aos procedimentos de rastreamento bancário e tenta congelar os saldos nas contas de destino. No entanto, as autoridades alertam que a investigação enfrenta barreiras complexas: o crime tem caráter interestadual e o dinheiro foi fragmentado rapidamente em diversas contas secundárias pelo país, o que torna o estorno integral dos valores um grande desafio para a polícia e para as instituições financeiras.
A suspeita segue foragida, e quaisquer informações sobre o paradeiro da investigada podem ser repassadas anonimamente via Disque Denúncia (181) ou diretamente à Delegacia de Passos.









