O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) manteve a condenação de dois ex-vereadores de Baependi, no Sul de Minas, pelos crimes de concussão, em um esquema conhecido como “rachadinha”. A decisão foi obtida após recursos apresentados pelas defesas e confirmou a maior parte das acusações apresentadas pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
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De acordo com as investigações, os então parlamentares exigiam que assessores comissionados repassassem parte dos valores recebidos em diárias de viagem, além de custearem despesas relacionadas a deslocamentos para atividades oficiais. As cobranças eram feitas sob ameaça de exoneração dos cargos.
Ao analisar os recursos, a 1ª Câmara Criminal do TJMG considerou que havia provas suficientes para comprovar as irregularidades. Entre os elementos utilizados no processo estão depoimentos das vítimas, documentos, comprovantes bancários, notas fiscais e informações extraídas de aparelhos eletrônicos.
A denúncia do MPMG também apontou que os assessores eram obrigados a pagar honorários advocatícios em benefício de um dos condenados, utilizando recursos próprios.
Com a decisão judicial, um dos ex-vereadores teve a pena estabelecida em seis anos de reclusão, em regime inicial semiaberto. O outro foi condenado a nove anos e seis meses de reclusão, em regime inicial fechado.
Além das penas de prisão, o TJMG manteve a perda dos cargos públicos e a condenação ao pagamento de indenização por danos morais coletivos. A medida considera os prejuízos provocados à moralidade administrativa e à confiança da população nas instituições públicas.







