Um profissional de mobilidade urbana procurou a polícia na manhã da última quarta-feira (18) para denunciar o que considera ter sido uma cobrança irregular em um posto de combustíveis situado em um bairro de Passos.
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Segundo o relato feito às autoridades, ele chegou ao estabelecimento com aproximadamente um quarto de combustível no tanque e solicitou que o veículo fosse completado. Ao final do abastecimento, foi informado de que a bomba teria registrado 54,7 litros. O número chamou a atenção porque, de acordo com o manual do proprietário do automóvel, a capacidade máxima do tanque é de 51,6 litros.
Diante da divergência, o motorista questionou o volume apontado. Conforme descreveu no boletim de ocorrência, o frentista argumentou que o tanque teria capacidade maior, próxima de 60 litros. O cliente contestou a informação, apresentando o manual do fabricante e dados técnicos consultados na internet para sustentar que o limite informado oficialmente é inferior ao que constava na bomba.
Ainda conforme o registro policial, ao solicitar a nota fiscal e o comprovante do abastecimento, ele afirma ter encontrado resistência inicial por parte do estabelecimento. Somente após insistir e mencionar que acionaria a polícia, os documentos teriam sido emitidos. O funcionário também teria oferecido a possibilidade de realizar um teste de aferição de um litro diretamente na bomba ou de encaminhar o caso à gerência, alternativas que o motorista recusou, mantendo apenas a exigência da documentação fiscal.
O profissional relatou que, em razão da diferença apontada, calcula ter tido um prejuízo aproximado de R$ 60. Ele também manifestou preocupação com a possibilidade de que outros consumidores possam estar sendo lesados em situações semelhantes, avaliando que, caso a prática seja recorrente, o ganho indevido poderia atingir valores elevados.
Inconformado, o motorista formalizou o boletim de ocorrência e informou que pretende levar o caso à Justiça. Segundo ele, tomou conhecimento de que outras pessoas já teriam enfrentado problemas parecidos com a mesma empresa e espera que as autoridades competentes adotem as providências cabíveis.
Fonte: Jornal Folha Regional









