A queda acentuada do nível do Lago de Furnas tem gerado preocupação entre pescadores, piscicultores e trabalhadores do turismo. Desde setembro, o reservatório opera abaixo da cota mínima ideal, de 762 metros acima do nível do mar. Com isso, comunidades que dependem diretamente da represa enfrentam prejuízos crescentes.
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Em vários pontos de Alfenas, por exemplo, áreas que deveriam estar submersas se transformaram em faixas de terra firme, além de revelarem vegetação onde antes havia água. Enquanto isso, trechos antes navegáveis agora podem ser percorridos a pé. Segundo medições recentes, o lago está com apenas 29% do volume útil, índice considerado crítico pela Agência Nacional de Águas (ANA).
O monitoramento mostra que, em 8 de agosto, o nível ainda alcançava a cota 762. No entanto, mês a mês, a redução se intensificou: 761 em setembro, 759 em outubro e, no levantamento mais recente, 757 metros — exatamente o limite mínimo para assegurar funções essenciais da represa, como geração de energia, turismo e manutenção da vida aquática.
Dessa forma, a navegação foi comprometida e as áreas de pesca diminuíram. A expectativa dos moradores é que o retorno das chuvas e possíveis ajustes operacionais no sistema de Furnas contribuam para a recuperação gradual do reservatório.
A previsão para dezembro indica chuvas acima da média no Sul de Minas, o que pode trazer alívio temporário. Por fim, trabalhadores e comunidades aguardam um volume suficiente para que as áreas hoje expostas voltem a ser cobertas, permitindo a retomada segura das atividades de pesca e produção.









