O Carmelo São José, em Passos (MG), iniciou uma campanha para arrecadar recursos destinados à compra de uma nova máquina de produção de hóstias. O equipamento atual, utilizado pelas religiosas desde a década de 1980, opera hoje com apenas cerca de 20% da capacidade original, afetando diretamente a principal fonte de renda do convento.
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A fabricação de hóstias faz parte da história do Carmelo há mais de seis décadas e abastece igrejas de diversas cidades da região. Com o passar dos anos, porém, o maquinário sofreu desgaste natural e passou a exigir manutenções frequentes, reduzindo significativamente a produção.
Segundo a madre Maria Wilza da Santíssima Trindade, a queda na capacidade da máquina trouxe impactos financeiros importantes para a comunidade religiosa, que atualmente abriga 17 irmãs. Para tentar complementar a renda, as freiras passaram a investir também na produção de velas artesanais, confeccionadas em formatos variados, como flores e imagens religiosas.
Apesar da iniciativa, a venda das velas não consegue suprir todas as necessidades do convento ao longo do ano. “É uma renda instável”, destacou a madre ao explicar as dificuldades enfrentadas pela comunidade.
Diante da situação, o Carmelo lançou uma campanha solidária para arrecadar aproximadamente R$ 500 mil, valor necessário para a compra de um novo equipamento importado. A nova máquina terá capacidade para produzir cerca de 500 mil hóstias por mês, permitindo a retomada da produção em larga escala.
Para ampliar o alcance da mobilização, o convento disponibilizou um QR Code para doações nos bancos da capela e também durante as celebrações religiosas.
O Carmelo São José completou 75 anos de fundação em março deste ano. A tradição na produção de hóstias começou ainda nos anos 1960 e, desde então, tornou-se uma das principais atividades das religiosas.
Enquanto a substituição do maquinário não acontece, paróquias da região já sentem os reflexos da baixa produção. A Matriz de Passos, por exemplo, precisou recorrer a outros fornecedores para atender à demanda. De acordo com o pároco Gledson Antônio Domingos, além da redução na quantidade, também há limitação na variedade das hóstias produzidas pelo Carmelo.









