Na semana passada, um senhor de 62 anos foi vítima de um golpe em Carmo do Rio Claro. O Portal Onda Sul entrou em contato com o filho da vítima, que detalhou todo o caso.
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De acordo com o filho, a vítima havia recebido uma mensagem do banco Bradesco informando que haviam tentado fraudar o cartão dele. Para os familiares, essa mensagem possivelmente já teria sido encaminhada pelos golpistas. Horas depois, um número do suposto gerente do banco (inclusive com o uso da imagem dele), entrou em contato.
Durante a conversa, o golpista persuadiu a vítima com assuntos ligados a movimentações financeiras e outros assuntos pessoais que somente alguém ligado ao banco saberia, entre elas: transações, compras e recarga de aparelho celular. “Toda a ligação foi feita através do canal oficial. Como foi assim eles ganharam a confiança do meu pai”, disse o filho da vítima.
Após ter passado todos os dados, a vítima realizou empréstimos de R$ 19 mil, R$ 5,5 mil, transações no cartão de crédito no valor de R$ 4 mil, R$ 2 mil e duas tentativas de R$ 1,8 mil e outras duas tentativas de Pix no valor de R$ 5,9 mil, que não foram concretizadas porque o cartão foi bloqueado. Devido ao bloqueio, os golpistas sugeriram que a vítima fosse até a agência para finalizar as transações e em seguida, bloqueou o acesso digital (aplicativo) dele.
“Só quando o meu pai chegou na agência que fomos saber do rombo… O banco pediu para que fizéssemos um Boletim de Ocorrência, que foi feito em Alfenas e a conta foi bloqueada, agora vamos tentar bloquear esse financiamento que foi feito”, comentou o filho da vítima.
Além de todos os empréstimos e as transações do cartão de crédito, a vítima também perdeu R$ 11 mil e mais R$ 5 mil de aplicações/investimentos. Além disso, os golpistas conseguiram aumentar o limite do cartão de crédito para os gastos, burlando o sistema de segurança do banco. “Como eles conseguiram fazer o empréstimo no nome do meu pai se só quem pode fazer isso é o gerente?”, contestou.
Em resposta a família, o banco disse que conseguiu contestar o uso do cartão de crédito, e que irá ressarcir no final da fatura de janeiro. Já com relação ao empréstimo, o banco irá contestar com o uso do Boletim de Ocorrência, entrando em contato com a agência que recebeu os valores, caso os valores ainda estejam lá, é possível remover, caso não esteja, será necessário um processo maior. “Meu pai está confiante que iremos resolver, ou pelo banco, ou pela lei”, afirmou o filho da vítima na entrevista.
Somado, o golpe chega a R$ 48 mil reais.









