O Tribunal do Júri de Varginha, no Sul de Minas, absolveu nesta quinta-feira, 30, o homem acusado de envolvimento na morte do menino Davi Miranda Totti, de 3 anos. A decisão foi tomada por maioria dos jurados, que reconheceram que houve um crime, mas não consideraram comprovada a autoria atribuída ao réu, Leonardo José Cardoso Azevedo Capitâneo.
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O julgamento começou na quarta-feira (29) e seguiu até esta quinta, com a apresentação das teses da acusação e da defesa. O Ministério Público sustentou que o réu deveria ser condenado por homicídio qualificado, destacando circunstâncias como a crueldade, a impossibilidade de defesa da vítima e o fato de se tratar de uma criança. Já a defesa argumentou que não há provas de que o acusado tenha cometido o crime e pediu a absolvição.
Na etapa final, os jurados analisaram os quesitos e decidiram, por 4 votos a 2, afastar a autoria. Apesar de admitirem que o crime ocorreu, entenderam que não ficou demonstrado que o réu foi o responsável. Com isso, ele foi absolvido.
Como estava preso preventivamente, a Justiça determinou a liberação imediata do acusado. Ainda cabe recurso da decisão.
Entenda o caso
O episódio aconteceu em fevereiro de 2025. Na ocasião, a criança foi levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) pelos responsáveis, já em estado grave. Profissionais de saúde acionaram a Polícia Militar diante da gravidade das lesões.
De acordo com relatos médicos, o menino apresentava quadro de convulsão, além de múltiplos ferimentos pelo corpo, incluindo lesões na cabeça, sangramentos e sinais de traumatismo craniano.
O então padrasto afirmou, em depoimento, que apenas havia colocado a criança para dormir e que desconhecia a origem das lesões. Já o pai disse que, dias antes, o filho não apresentava qualquer sinal de agressão.
Davi permaneceu internado por cerca de duas semanas no Hospital Regional de Varginha, mas não resistiu e morreu em março de 2025.
Durante o julgamento, a acusação destacou a busca da família por justiça, enquanto a defesa apontou inconsistências na investigação. A mãe da criança chegou a ser investigada por omissão de socorro, mas não foi denunciada pelo Ministério Público neste processo.
*com informações G1 Sul de Minas








