A empresa Motiva venceu, nesta quinta-feira (11), o leilão da rodovia Fernão Dias (BR-381), realizado em São Paulo pelo Ministério dos Transportes. Embora o trecho ligue São Paulo a Belo Horizonte, a via é estratégica para o Sul de Minas, já que conecta diversos municípios da região ao eixo econômico entre os dois estados. O certame ocorreu às 14h, na B3.
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Além de apresentar a menor tarifa de pedágio entre as participantes, a Motiva deverá investir R$ 14,8 bilhões nos próximos 10 anos para modernizar, duplicar e ampliar a rodovia. Dessa forma, o novo contrato de concessão da BR-381 seguirá vigente até 2040.
A Fernão Dias possui 562 km e atravessa 33 municípios, incluindo cidades do Sul de Minas. Segundo a Arteris, atual administradora, a rodovia responde por cerca de 15% do PIB nacional e registra fluxo aproximado de 250 mil veículos por dia.
Participaram do leilão três concorrentes. O Consórcio Infraestrutura MG, do grupo EPR — que opera concessionárias como a EPR Sul de Minas e a EPR Vias do Café — apresentou deságio de 11,25%. Já a Arteris, responsável pela via desde 2008, não ofertou desconto. Com isso, a Motiva venceu o processo ao propor o maior deságio, de 17,05%.
Durante a cerimônia de batida de martelo, o presidente da Motiva, Eduardo Camargo, afirmou que a empresa pretende manter a qualidade dos serviços já realizados. Ele destacou que a Fernão Dias é a segunda rodovia do país em volume de tráfego e sofre com interrupções por falta de investimentos. Assim, o projeto prevê novas obras, incluindo a construção de túneis.
O edital prevê:
- 108 km de faixas adicionais;
- 14 km de vias marginais;
- 9 km de correções de traçado;
- 29 passarelas;
- 17 interseções otimizadas;
- 2 Pontos de Parada e Descanso (PPDs)
- melhorias de acesso;
- passagens de fauna;
- áreas de escape;
- túneis.
O governo federal chegou a considerar a prorrogação do contrato da Arteris. No entanto, optou por uma nova concorrência pública, permitindo maior disputa entre as empresas. Essa modalidade integra o programa do Ministério dos Transportes que busca reorganizar contratos e oferecer ao mercado modelos previamente repactuados com as concessionárias atuais.
Caso a Arteris não permanecesse com o trecho — como ocorreu — o modelo prevê indenização de R$ 295 milhões paga pela nova administradora.
Fonte: G1









