Um levantamento divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais revelou que seis em cada dez municípios do Sul de Minas estão em situação de alerta ou alto risco para a dengue. Os dados são do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), referente ao primeiro trimestre de 2026.
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O estudo avalia a presença de larvas do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika em imóveis vistoriados, servindo como base para ações de prevenção e combate às doenças.
De acordo com o levantamento, a região Sul de Minas apresenta o seguinte cenário:
70 municípios em situação de risco, com índice igual ou superior a 3,9%;
23 cidades em estado de alerta, com índices entre 1% e 3,9%;
67 municípios com índice satisfatório, igual ou inferior a 0,99%;
Desses, 30 registraram índice zero;
Cinco cidades não participaram por falta de dados: Bocaina de Minas, Fama, Lavras, Marmelópolis e Wenceslau Braz.
Entre os municípios com os maiores índices de infestação no Sul de Minas, destacam-se:
Itumirim – 8,10%
Bandeira do Sul – 7,7%
Cássia – 7,10%
Andradas – 6,8%
Pouso Alegre – 6,1%
Situação em Minas Gerais
Em todo o estado, entre os municípios que realizaram o levantamento nos meses de janeiro, fevereiro e março de 2026, 213 cidades apresentaram índice satisfatório, 422 ficaram em situação de alerta e 184 foram classificadas em situação de risco.
Como funciona o LIRAa
O LIRAa é realizado por amostragem quatro vezes ao ano, em ciclos trimestrais. Durante as visitas, agentes de saúde vão a imóveis sorteados em diferentes regiões das cidades para identificar possíveis criadouros, como recipientes com água parada, e coletar larvas do mosquito.
Com base nesses dados, é calculado o índice de infestação, indicador que aponta o nível de risco e ajuda no planejamento das ações de combate ao Aedes aegypti.









