Os mineiros passam, em média, cerca de quatro horas por dia ouvindo rádio. O dado faz parte de uma pesquisa inédita da Quaest, apresentada nesta quinta-feira (18), durante o evento Rádio e Mercado em Sintonia, realizado em Belo Horizonte. O encontro foi promovido pela Associação Mineira de Rádio e Televisão (AMIRT) e pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT).
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Presidente da Associação Mineira de Rádio e Televisão (AMIRT) e do Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de Minas Gerais (SERT-MG), Mayrinck Júnior • Jovana Meireles / Itatiaia
O levantamento também apontou que 55% dos ouvintes de rádio em Minas Gerais são considerados heavy users, termo utilizado para definir consumidores com alto nível de engajamento e frequência de uso do meio. Segundo Nathalia Porto, diretora de Inteligência de Mercado da Quaest, um dos principais achados da pesquisa foi a capacidade do rádio de manter sua relevância entre diferentes gerações.
“Um dos grandes achados dessa pesquisa é a lealdade geracional do rádio, algo que o streaming não afetou, inclusive entre os mais jovens, que foram criados consumindo rádio”, destacou. A executiva afirmou ainda que o estudo identificou avanços importantes na incorporação de novas tecnologias pelo setor. De acordo com Porto, o rádio tem ampliado sua presença em plataformas digitais sem perder a credibilidade junto ao público.
“A pesquisa revelou não apenas que os mineiros são heavy users, mas também que o rádio está se digitalizando e continua sendo sinônimo de confiança, inclusive no processo de consumo. Ou seja, o funil de vendas passa necessariamente pelo rádio”, acrescentou.
Para o presidente da Associação Mineira de Rádio e Televisão (AMIRT) e do Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de Minas Gerais (SERT-MG), Mayrinck Júnior, a incorporação de novas tecnologias torna o rádio ainda mais relevante e amplia seu alcance. “Quando você agrega o streaming, soma um recurso que extrapola os limites das ondas de transmissão e transforma o rádio em uma mídia híbrida, presente tanto nas ondas quanto nas plataformas digitais. O rádio tem incorporado essas tecnologias e se tornado muito mais poderoso”, afirmou.
Esse cenário, segundo o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), Marcelo Souza e Silva, tem atraído cada vez mais empresas para o meio. “O rádio leva informação útil, imediata e de forma ágil para milhões de ouvintes. Precisamos compreender esse mercado e como ele pode atuar com modernidade e inovação. Minas Gerais conta com emissoras comprometidas com esses valores e com a oferta de conteúdo de qualidade. Isso atrai empresas interessadas em fortalecer suas marcas”, concluiu.
Fonte/Itatiaia