Uma onda de ataques inexplicáveis contra criações de animais está tirando o sono dos produtores rurais de Campo do Meio, no Sul de Minas.
Relatos de animais mutilados, mortes em circunstâncias estranhas e invasões de propriedades durante a madrugada criaram um clima de insegurança que já mobiliza a comunidade local neste início de 2026.
O que mais intriga os moradores é a natureza dos ferimentos. Diferente de ataques comuns de onças ou cães selvagens, as lesões encontradas nos animais não seguem um padrão biológico conhecido na região, levantando dúvidas se os responsáveis seriam predadores naturais, ações humanas coordenadas ou algo ainda não identificado.
Noites de Vigília
A rotina no meio rural mudou drasticamente nas últimas semanas. Com medo de novos prejuízos e riscos à integridade física das famílias, muitos produtores estão reforçando a vigilância com câmeras de segurança e rondas noturnas.
“Não dormimos mais tranquilos. Cada barulho no curral é um sinal de alerta”, relatou um produtor que preferiu não se identificar.
Recomendações e Segurança
Enquanto as autoridades ambientais e a Polícia Militar investigam os incidentes, especialistas recomendam que os proprietários tomem medidas preventivas imediatas:
- Recolhimento Noturno: Não deixe animais de pequeno e médio porte soltos em pastos abertos durante a noite.
- Reforço Estrutural: Melhore o cercamento e, se possível, instale iluminação com sensores de movimento em pontos estratégicos.
- Registro de Evidências: Caso ocorra um ataque, não toque nos animais mortos ou no local. Utilize o celular para tirar fotos e fazer vídeos detalhados.
Como denunciar e registrar
As autoridades pedem que qualquer movimentação suspeita seja informada imediatamente. O registro oficial é essencial para que o governo estadual e órgãos de controle ambiental possam mapear os ataques:
- Emergências: Acione a Polícia Militar pelo 190.
- Registro de Ocorrência: Utilize o portal da Delegacia Virtual de Minas Gerais para formalizar danos à propriedade.
- Crimes Ambientais: Informações sobre possíveis animais silvestres ou maus-tratos podem ser repassadas ao IBAMA.

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