A Polícia Civil ampliou as investigações envolvendo o professor de jiu-jítsu de 53 anos preso em flagrante por suspeita de exploração sexual de adolescentes em Machado, no Sul de Minas. Segundo a corporação, o número de possíveis vítimas identificadas chegou a sete, todas menores de 18 anos.
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O suspeito foi preso no último dia 31 de julho, após a Delegacia de Polícia Civil de Machado receber um boletim de ocorrência encaminhado pela Polícia Militar. O registro apontava, inicialmente, a suspeita de exploração sexual contra um adolescente de 14 anos. Com o avanço das investigações, outros casos semelhantes vieram à tona.
De acordo com o delegado responsável pelo inquérito, os supostos abusos teriam ocorrido na residência do investigado e apresentariam um mesmo padrão de atuação. Pais e responsáveis pelos adolescentes já começaram a prestar depoimento à Polícia Civil. As possíveis vítimas também serão ouvidas por meio de depoimento especial na Justiça, procedimento adotado para proteger crianças e adolescentes durante a apuração dos fatos.
A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento com o objetivo de identificar outras possíveis vítimas, esclarecer todas as circunstâncias do caso e reunir novas provas. O inquérito corre sob segredo de Justiça, por envolver menores de idade.
O investigado permanece preso no Presídio de Machado.
Em nota, a Associação Machadense de Artes Cênicas e Marciais (Amaca) informou que rescindiu imediatamente o vínculo com o professor assim que tomou conhecimento da investigação. A entidade ressaltou que os fatos apurados não ocorreram em suas instalações, repudiou qualquer tipo de violência contra crianças e adolescentes e afirmou que está colaborando com as autoridades. A associação destacou ainda que atua há 25 anos em Machado desenvolvendo projetos voltados ao esporte, à educação e à formação de cidadãos.
Também por meio de nota, a Prefeitura de Machado esclareceu que o caso não possui qualquer relação com escolas, projetos ou atividades vinculadas à administração municipal. O município informou que acompanha o andamento das investigações e manifestou confiança no trabalho realizado pelos órgãos responsáveis pela apuração.
*com informações G1 Sul de Minas









