A Polícia Civil de Minas Gerais deflagrou, na manhã desta quinta-feira (9), a terceira fase da Operação Caronte, com o objetivo de combater o tráfico de drogas e a atuação de uma organização criminosa no Sul de Minas. Ao todo, foram cumpridos 29 mandados de prisão temporária e 31 mandados de busca e apreensão em cinco municípios da região.
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As ações ocorreram nas cidades de Itajubá, Piranguinho, Brazópolis, São Lourenço e Wenceslau Braz. De acordo com a Polícia Civil, as investigações apontaram a existência de uma célula ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC), que atuava principalmente em Itajubá.
Segundo o delegado Alexandre Boari, responsável pelas investigações, o trabalho teve início há cerca de 11 meses e permitiu identificar uma liderança da facção na cidade, que contava com o apoio de outros integrantes responsáveis por funções disciplinares dentro da organização.
Ainda conforme a Polícia Civil, além do tráfico de drogas, o grupo exercia influência em determinadas regiões da cidade por meio da chamada “justiça paralela”, impondo regras próprias e aplicando punições. As investigações também revelaram que pessoas recorriam à facção para solucionar conflitos diversos, incluindo casos de violência doméstica, agressões, acidentes de trânsito e disputas patrimoniais.
A operação mobilizou cerca de 140 policiais civis das Delegacias Regionais de Itajubá, Pouso Alegre, São Lourenço e Poços de Caldas. Também participaram equipes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), do Canil e do Hangar da Polícia Civil.
Histórico da Operação Caronte
A Operação Caronte teve sua primeira fase em agosto de 2020, quando 21 pessoas foram presas durante uma investigação sobre tráfico de drogas e a prática de “justiça privada”. Na ocasião, os policiais também apreenderam entorpecentes, uma arma de fogo e aparelhos celulares.
A segunda fase foi realizada em outubro de 2021 e resultou na prisão de 30 suspeitos em cidades do Sul de Minas e também em Dourados (MS). As investigações apontaram a continuidade das atividades do grupo criminoso, incluindo a atuação de um chamado “tribunal do crime”, utilizado para julgar e punir pessoas que desrespeitavam as normas impostas pela facção. Na operação, também foram apreendidos mais de 10 quilos de drogas, munições, celulares e documentos.
*com informações G1 Sul de Minas








