Em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, um policial militar de 58 anos morreu após trocar tiros com a própria corporação na noite de domingo (26/4). O caso ocorreu no bairro Jardim Canadá e mobilizou equipes de segurança.
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Antes do confronto, o militar, identificado como Ricardo Dias de Jesus, teria ido até uma distribuidora de bebidas após uma discussão familiar. No local, situado na Rua Natal, ele teria um desentendimento antigo relacionado a dívidas. Com isso, efetuou disparos contra o proprietário do estabelecimento, de 61 anos, atingido no quadril. Além disso, um cliente de 27 anos também foi baleado e morreu.
Testemunhas relataram que pelo menos seis disparos foram feitos. No entanto, quando as primeiras equipes da Polícia Militar chegaram, o autor já não estava mais na distribuidora. Enquanto isso, os policiais colhiam informações com testemunhas, quando o militar saiu de casa armado, com uma arma em cada mão, e seguiu novamente em direção ao local.
De acordo com o boletim de ocorrência, os policiais ordenaram que ele largasse as armas. No entanto, o militar não obedeceu e voltou a atirar em direção ao estabelecimento. Dessa forma, os agentes reagiram e efetuaram disparos.
Mesmo ferido, o homem ainda teria atirado novamente, o que reforçou a reação policial. Em seguida, os militares prestaram socorro às vítimas e encaminharam o policial e o cliente atingido para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Jardim Canadá. Ambos não resistiram aos ferimentos.
A identidade do autor como policial militar veterano reconvocado foi confirmada apenas na unidade de saúde. Por outro lado, o dono da distribuidora também buscou atendimento médico posteriormente, passou por cirurgia no quadril e apresentava estado de saúde estável até o fechamento da ocorrência.
Na manhã desta segunda-feira (27/4), o local do crime registrava movimentação intensa e confusão entre populares, imprensa e policiais. Além disso, familiares informaram que o militar e o proprietário do estabelecimento já haviam se desentendido anteriormente por causa de som alto.
Por fim, a Polícia Militar de Minas Gerais informou, em nota, que o autor ignorou ordens para se render, o que tornou necessário o uso de força letal para preservar vidas e garantir a legítima defesa dos agentes. A corporação destacou ainda que as medidas de polícia judiciária militar foram adotadas e que acompanha o caso.
Fonte: Estado de Minas








