A morte da farmacêutica Regina Helena Vieira de Souza Marques, de 74 anos, não teve indícios de violência, conforme aponta investigação da Polícia Civil. O caso mobilizou buscas na região e gerou repercussão em cidades próximas, como Alfenas e Poços de Caldas.
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De acordo com o delegado Marcos Pimenta, chefe da Delegacia Regional de Poços de Caldas, não foram encontrados sinais de agressão no corpo. Além disso, foram descartadas as hipóteses de estupro, violência sexual e suicídio. O corpo da vítima foi localizado na manhã de 21 de abril, após três dias de buscas. Ela havia desaparecido durante uma viagem de São Paulo para Alfenas, trajeto que realizava regularmente a cada 15 dias para visitar familiares.
Segundo a Polícia Civil, a morte pode estar relacionada a um quadro de demência, possivelmente agravado por um acidente ocorrido dias antes. Conforme apurado, Regina se envolveu em uma colisão traseira no dia 2 de abril, em Alfenas. Apesar do impacto moderado, ela não precisou de socorro imediato. No entanto, o delegado explica que, em idosos, esse tipo de situação pode provocar pequenos traumas que, com isso, intensificam quadros cognitivos já existentes.
Enquanto isso, peritos criminais atuaram no local onde o corpo foi encontrado para reunir evidências que esclarecessem as circunstâncias da morte e o fato de a vítima estar com vestes parcialmente retiradas. Dessa forma, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Poços de Caldas, onde exames confirmaram a ausência de sinais de violência.
Além disso, análises laboratoriais realizadas em Belo Horizonte descartaram a ingestão de substâncias que pudessem indicar envenenamento ou sedação. Com isso, a linha investigativa reforçou a hipótese de morte não violenta.
A polícia também reconstituiu o trajeto feito pela farmacêutica desde a saída de São Paulo. Com apoio da Polícia Civil paulista, imagens de câmeras de segurança registraram Regina em um posto de combustíveis em Águas da Prata (SP), onde ela aparentava tranquilidade.
Por outro lado, com base nas evidências reunidas, foi descartada a participação de terceiros no caso. A investigação aponta que a vítima pode ter se desorientado ao entrar em uma área desconhecida e, possivelmente, entrado em estado de pânico. Por fim, a morte pode ter ocorrido entre os dias 18 e 19 de abril, sendo que a condição mental também pode explicar a retirada parcial das roupas.









