Uma ponte sobre o Ribeirão Forquilha, na BR-464, entre Delfinópolis e Sacramento, deverá ser interditada novamente nesta quarta-feira (9) após uma avaliação apontar problemas estruturais graves.
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Para evitar a interrupção do tráfego na região, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) está construindo um desvio lateral próximo à ponte. A previsão é que a nova passagem comece a funcionar nesta quarta-feira, permitindo o fechamento da estrutura para intervenções.
A ponte chegou a ser interditada no sábado (5), depois que uma vistoria do DNIT identificou o agravamento das condições dos apoios das vigas. Segundo o órgão, o bloqueio foi adotado como medida de segurança.
No domingo (6), entretanto, o trânsito foi liberado de forma provisória após uma nova avaliação técnica.
De acordo com a Prefeitura de Delfinópolis, técnicos do DNIT concluíram naquele momento que a ponte ainda poderia suportar temporariamente a passagem de caminhões e carretas até a conclusão do desvio.
Nesta terça-feira (8), o tráfego permanecia liberado e a estrutura seguia sendo monitorada por equipes do DNIT.
Desvio está sendo construído
Os trabalhos para implantação do desvio começaram na manhã de segunda-feira (7).
Equipes atuam na preparação da nova passagem e também na sinalização do trecho para que o tráfego possa ser transferido assim que a ponte for novamente interditada.
Com a entrada em funcionamento do desvio, a expectativa é evitar que motoristas precisem percorrer longas distâncias por rotas alternativas enquanto a estrutura permanecer fechada.
Produtores temem prejuízos
A situação preocupa principalmente os produtores rurais da região, que utilizam a BR-464 para escoar a produção agrícola.
Segundo moradores, sem o desvio próximo à ponte, seria necessário percorrer uma rota alternativa de aproximadamente 200 quilômetros, além da utilização de uma balsa.
O aumento na distância poderia gerar mais custos e atrasos no transporte de produtos e insumos.
A ponte também é utilizada no transporte escolar. A zona rural de Delfinópolis possui grande extensão e atende comunidades próximas à região da Serra da Canastra.
Com a nova interdição prevista, o DNIT deverá manter o tráfego pelo desvio enquanto avalia e executa as medidas necessárias na ponte.
Prefeitura pede avaliação de outras pontes
O prefeito de Delfinópolis, Pedro Paulo Pinto (MDB), também falou sobre a importância da ponte para a população. Segundo ele, a ponte fica a cerca de um quilômetro da área urbana.
O gestor municipal também afirmou que existem outras pontes na região e que outras estruturas precisam ser avaliadas.
O que diz o DNIT
Em nota, o DNIT informou que assumiu a responsabilidade pela manutenção da BR-464/MG há cerca de nove anos e que, desde então, foram realizadas inúmeras inspeções rotineiras na ponte sobre o Ribeirão Forquilha.
Segundo o órgão, a partir dessas avaliações foram feitas intervenções preventivas e corretivas para preservar as condições de segurança da estrutura e dos usuários. Entre as medidas, está a instalação e substituição de pranchões de madeira no tabuleiro da ponte.
Ainda de acordo com o DNIT, recentemente foi identificado um problema na viga-travessa que funciona como apoio intermediário da estrutura. A ocorrência “pode ter contribuído para acelerar o processo de deterioração dos apoios localizados nas extremidades da ponte”.
O órgão informou que a interdição total do último sábado ocorreu após uma nova vistoria técnica, que constatou o agravamento das condições dos apoios das vigas longitudinais em relação à inspeção anterior, realizada em 26 de agosto.
O DNIT explicou que o trânsito foi restabelecido no domingo após uma nova reavaliação e com a adoção de “monitoramento presencial contínuo por técnicos do DNIT”, que permanecem no local.
A previsão é que o desvio entre em operação nesta quarta-feira, quando a ponte deverá ser novamente interditada integralmente.
O órgão também avalia duas possibilidades para a solução definitiva: o reforço estrutural da ponte existente ou a substituição completa da estrutura. A definição técnica está prevista para ocorrer ainda nesta semana. Depois disso, será possível estabelecer o escopo e o orçamento da intervenção.
Fonte: G1








