Um terreno localizado no bairro Portal da Serra, em Santa Rita do Sapucaí (MG), tornou-se centro de uma grave denúncia de maus-tratos e abandono de animais. Moradores relatam que o local funciona, há anos, como um verdadeiro “cemitério de animais”, onde bichos doentes e até cadáveres são deixados sem qualquer assistência ou controle. A Polícia Militar de Meio Ambiente e o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) já investigam o caso.
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Nesta semana, a situação voltou a chamar atenção após um cavalo ser encontrado agonizando no terreno. O animal acabou morrendo no local. As imagens, gravadas pelo músico Lucas Julidori, morador da região, viralizaram nas redes sociais e reacenderam o debate sobre a falta de fiscalização e responsabilidade. Segundo ele, o problema persiste há cerca de dez anos.
Vídeos e fotos enviados por moradores mostram carcaças espalhadas, restos mortais e sinais de abandono extremo. Após a repercussão, equipes da Prefeitura de Santa Rita do Sapucaí foram ao local e realizaram o sepultamento do cavalo. Um boletim de ocorrência foi registrado, e toda a documentação foi encaminhada ao IMA para avaliação.
O tenente João Otávio Melo Miranda, da Polícia Militar de Meio Ambiente, explicou que as penalidades podem variar conforme o tipo de animal e a gravidade dos maus-tratos. Já o secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Marcos Antônio Barros, afirmou que o caso passou a ser identificado recentemente pela administração e que há diálogo com proprietários de terrenos vizinhos para encontrar uma solução definitiva. Ele destacou ainda que muitos dos animais possuem donos, reforçando a importância da colaboração da comunidade para denunciar casos de negligência.
Em nota, os proprietários do terreno negaram qualquer responsabilidade sobre os animais encontrados no local. Eles afirmam que a área vem sendo usada de forma irregular por terceiros e que estão em contato com a prefeitura e as autoridades competentes para garantir a retirada segura dos animais e resolver a situação de maneira “responsável e dentro da legalidade”.








