Uma menina de 7 anos, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), foi resgatada em condições degradantes dentro da própria casa no bairro Capão Redondo, na zona sul de São Paulo. A criança estava isolada em um quarto escuro, sujo e insalubre, apresentando sinais de desnutrição e possíveis maus-tratos.
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O caso veio à tona após a avó materna denunciar a situação às autoridades. Segundo informações, o proprietário do imóvel percebeu que a criança não era vista há muito tempo e questionou a mãe, que não soube explicar o paradeiro da menina. Desconfiada das respostas, a avó acionou o Conselho Tutelar.
A operação de resgate contou com a participação da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e de conselheiros tutelares. Ao entrarem no imóvel, os agentes encontraram a menina descalça, debilitada e com sinais de violência, como hematomas pelo corpo. O local onde ela era mantida apresentava grande quantidade de lixo e entulhos, além de condições precárias de higiene.
De acordo com as autoridades, a criança teria permanecido isolada por mais de um ano no quarto. Durante a ação, os agentes enfrentaram dificuldades para acessar o imóvel devido ao mato alto e às condições ruins do terreno.
A menina foi imediatamente encaminhada para atendimento médico e, posteriormente, ficou sob os cuidados da avó materna. Outras duas crianças que também estavam na residência foram retiradas do local pelas autoridades.
A mãe da menina e o padrasto foram presos em flagrante e devem responder por crimes como cárcere privado, abandono de incapaz e tortura agravada, considerando que a vítima é uma criança com autismo. O caso está sendo investigado pelo 47º Distrito Policial de São Paulo.
Enquanto as investigações continuam, a Justiça deve decidir sobre a guarda definitiva da menina. O caso gerou forte comoção e levantou discussões sobre negligência e violência contra crianças em situação de vulnerabilidade.
Fonte: Jornal Folha Regional








