Em Bom Repouso, a Polícia Militar prendeu, na manhã deste domingo (11), Dionata da Silva Schmitt, de 30 anos. Ele é suspeito de matar Patrícia Cezar Nogueira, de 29 anos, com dois tiros enquanto ela trabalhava em uma lavoura de morangos na zona rural do município.
O crime aconteceu na manhã de sábado (10). Logo após os disparos, o suspeito fugiu por uma área de mata. Com isso, foi montada uma força-tarefa com policiais de Bom Repouso, Extrema, Pouso Alegre e Poços de Caldas. Além disso, as equipes utilizaram cães farejadores, drone com leitura de variações de temperatura e um helicóptero para auxiliar nas buscas.
Segundo a polícia, Dionata foi localizado em uma área conhecida como Campo Alegre, ainda no município de Bom Repouso. Enquanto isso, no sábado, a Polícia Militar já havia prendido um homem de 39 anos, suspeito de ter ajudado o autor a fugir após o crime.
Esse segundo suspeito foi detido em um casebre próximo ao local do homicídio. De acordo com a PM, Dionata teria passado pelo imóvel logo após atirar contra Patrícia, mas fugiu ao perceber a chegada dos policiais.
No local, os militares apreenderam o celular do suspeito preso. Além disso, em um bambuzal nos fundos do casebre, foi encontrado um revólver calibre 32 dentro de uma mochila com pertences de Dionata. A arma estava com duas munições deflagradas.
Patrícia Cezar Nogueira morreu após ser atingida por dois tiros na cabeça. Segundo familiares, os disparos também atingiram a mão da vítima. Ela trabalhava em uma lavoura de morangos no bairro dos Garcias quando foi surpreendida pelo suspeito, que estaria escondido em um milharal próximo.
Ainda conforme a família, Patrícia havia se afastado dos demais trabalhadores durante o intervalo e enviava um áudio por WhatsApp. Na gravação, é possível ouvir a vítima relatando que estava trabalhando e chorando. Em seguida, há o som de um disparo e um grito.
A família informou que Dionata era ex-namorado da vítima e que os dois mantiveram um relacionamento por cerca de 11 meses. No entanto, o homem não aceitava o fim do relacionamento.
Além disso, Patrícia tinha uma medida protetiva contra o ex-companheiro desde o dia 29 de novembro. A decisão judicial foi tomada um dia após ele, segundo relatos, quebrar uma televisão com um martelo e tentar impedir que o filho dela, de 7 anos, se alimentasse.
Em mensagens enviadas a familiares e amigos, Patrícia relatava estar angustiada e dizia que vinha sendo ameaçada. Ela também contou que havia dado dinheiro ao suspeito para quitar bens adquiridos juntos, que precisou mudar de casa e que ele estaria procurando uma arma. Por fim, em uma das mensagens, a vítima afirmou que já não tinha mais medo da possibilidade de morrer.








