O Portal Onda Sul entrevistou nesta sexta-feira (20) Luis Eduardo Falcão, prefeito de Patos de Minas (MG) e presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM). Durante o encontro com a imprensa, ele detalhou a situação da privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e os possíveis impactos para os municípios mineiros.
Participe do Canal Portal Onda Sul no WhatsApp
Segundo Luiz Eduardo, embora a Assembleia Legislativa de Minas Gerais tenha aprovado o Projeto de Lei que autoriza mudanças no controle da companhia, a AMM interveio no processo. Além disso, a entidade abriu diálogo para minimizar os impactos da medida e garantir que os municípios participem das próximas etapas da negociação.
De acordo com o presidente da associação, a eventual privatização da Copasa pode gerar reflexos para mais de 600 municípios em Minas Gerais, muitos deles no Sul de Minas. Muitos contratos foram assinados antes das alterações recentes no marco legal do saneamento, o que pode trazer insegurança jurídica e custos adicionais às prefeituras.
Ainda em dezembro do ano passado, a Associação Mineira de Municípios protocolou uma consulta formal ao Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG). O objetivo foi solicitar orientação sobre os efeitos das mudanças nos contratos vigentes. Com isso, em 2026, a entidade passou a integrar a mesa de negociações junto ao TCE-MG, à Copasa, ao Ministério Público e a outros órgãos envolvidos.
Luiz Eduardo Falcão também comentou a atuação da Copasa nos municípios e citou a carta enviada às prefeituras com proposta de atualização contratual para além de 2070. No entanto, para o presidente da AMM, a medida é considerada inviável diante do cenário atual. Por fim, ele destacou que a associação trabalha para assegurar que nenhum município seja surpreendido por decisões sem diálogo e que os prefeitos tenham respaldo legal para definir os próximos passos.









