Os corpos das seis pessoas que morreram no acidente envolvendo um ônibus de romeiros que seguia de Lavras (MG) para Aparecida (SP) foram velados nesta segunda-feira (21), em Rosário do Rio Grande, distrito de Itumirim (MG). A cerimônia foi realizada na Igreja Nossa Senhora do Rosário, reunindo familiares, amigos e moradores da comunidade.
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As vítimas foram identificadas como Ilza Nazaré Pereira Paulo, de 64 anos; Jairo Antônio de Paula, de 47; Sebastião Petronilo, de 74; Augusto Antônio de Lima, de 63; Alice Fátima Alves da Silva, de 14; e Evandro Carlos Garcia, de 43 anos.
Ilza estava entre as pessoas responsáveis pela organização da excursão. O cortejo com os corpos chegou ao distrito por volta das 8h. Os caixões foram levados para dentro da igreja, onde uma missa de despedida está prevista para as 15h.
No início da manhã, a comunidade utilizou as caixas de som da igreja para comunicar a chegada dos corpos e convidar os moradores a participarem das últimas homenagens.
Após a cerimônia religiosa, cinco das vítimas serão sepultadas, às 16h, no cemitério municipal de Rosário do Rio Grande. O corpo de Alice será levado para Itutinga (MG), onde ocorrerá o sepultamento.
Acidente
O acidente aconteceu por volta das 5h30 de domingo (20), no km 232 da Rodovia Doutor Avelino Júnior, em Cruzeiro (SP), próximo à divisa com Minas Gerais.
De acordo com a Polícia Militar Rodoviária, o motorista perdeu o controle da direção em um trecho de curva. O ônibus saiu da pista e caiu em uma ribanceira de aproximadamente 15 metros. As circunstâncias que provocaram o acidente ainda são investigadas.
O ônibus transportava 48 pessoas. Segundo o Corpo de Bombeiros, 27 passageiros foram encaminhados ao Pronto-Socorro de Cruzeiro, 14 para Lorena e dois para Guaratinguetá. Cinco pessoas morreram ainda no local e uma sexta vítima morreu posteriormente em uma unidade hospitalar.
O motorista também ficou ferido. Ele passou pelo teste do etilômetro, que apresentou resultado negativo. Mesmo assim, foi preso em flagrante por homicídio culposo na direção de veículo automotor, com agravante relacionado ao exercício de atividade profissional de transporte de passageiros.
Em depoimento à Rede Vanguarda, o condutor afirmou que teve dificuldades para reduzir a velocidade do ônibus ao se aproximar da curva. Segundo ele, tentou frear, mas o veículo estava rápido demais e acabou deixando a pista. O motorista também negou que o ônibus apresentasse problemas de conservação.
Investigação apura condições do ônibus
Durante as verificações, as autoridades constataram que o cronotacógrafo do veículo estava vencido e sem o selo do Inmetro. Levantamento sobre o histórico do ônibus também apontou seis autuações registradas pela Polícia Rodoviária Federal em maio deste ano, entre elas uma relacionada à condução do veículo em mau estado de conservação.
A documentação também entrou no foco das investigações. Uma consulta à base da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) indicou que a placa do ônibus não estava cadastrada no sistema da agência.
A perícia e a Polícia Civil apuram a dinâmica do acidente e as condições em que o transporte era realizado. Entre os pontos analisados estão a velocidade desenvolvida pelo ônibus, o estado de conservação do veículo, a documentação, a regularidade do transporte de passageiros e as circunstâncias que levaram à saída da pista.
O objetivo da investigação é esclarecer as causas do acidente e identificar os fatores que contribuíram para a queda do ônibus na ribanceira.
*com informações G1 Sul de Minas








