Em Alfenas, no Sul de Minas, o presídio enfrenta um déficit crítico de policiais penais, o que agrava a segurança na unidade. Além disso, a situação é considerada alarmante e já acende um sinal de alerta para risco iminente de ocorrência grave.
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Atualmente, o presídio em Alfenas abriga cerca de mil detentos, somando a unidade principal e o anexo. No entanto, o efetivo disponível conta com pouco mais de 120 policiais penais, número muito abaixo do recomendado. Pela proporção prevista em lei, o ideal seria aproximadamente um agente para cada quatro presos, o que exigiria ao menos 400 servidores.
Na prática, o cenário é ainda mais preocupante. Em determinados plantões, o número de profissionais cai drasticamente. Com afastamentos, férias e demandas externas, como escoltas hospitalares, há momentos em que apenas seis a oito policiais permanecem na unidade para custodiar centenas de detentos.
Além disso, a necessidade constante de escoltas agrava o problema. Atualmente, três presos estão internados, o que exige a atuação de pelo menos seis policiais fora do presídio. Dessa forma, o número de agentes disponíveis internamente é ainda mais reduzido.
Enquanto isso, a sobrecarga de trabalho aumenta. Policiais penais são convocados durante os dias de folga para suprir a falta de efetivo. No entanto, muitos relatam ausência de pagamento de horas extras ou compensação adequada. Há casos de servidores com mais de 500 horas acumuladas sem receber ou conseguir utilizar o banco de horas.
Com isso, o impacto já atinge a saúde dos profissionais. Afastamentos por questões psicológicas começam a ser registrados, reflexo direto da pressão enfrentada no ambiente de trabalho, considerado cada vez mais instável.









