Depois de uma série de intoxicações e apreensões, São Tomé das Letras (MG) encerrou 2025 com alívio nos casos ligados aos chamados “doces mágicos”. Ao longo do ano, a cidade turística do Sul de Minas viveu uma mobilização intensa após registros de problemas de saúde associados ao consumo de alimentos com possíveis substâncias alucinógenas.
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O alerta começou em março, quando a Prefeitura de São Tomé das Letras passou a orientar turistas a não consumirem produtos conhecidos como “brisadeiros”, “brigaconha”, brownies e outros doces artesanais. Nos dois primeiros meses do ano, ao menos 13 visitantes procuraram atendimento médico após ingerir os alimentos, apresentando sintomas como alucinações, vômitos, diarreia, náusea, mal-estar, boca seca, palpitações e dor no peito.
Segundo a administração municipal, os produtos eram vendidos sem autorização e sem procedência garantida. Além disso, havia suspeita de que pudessem conter cannabis, drogas sintéticas, cogumelos alucinógenos, medicamentos psicotrópicos e até substâncias químicas perigosas. Especialistas alertaram que o consumo dessas substâncias misturadas a alimentos aumenta os riscos, já que a absorção pelo organismo é mais lenta e prolonga os efeitos.
Ainda em março, a situação levou a uma operação da Polícia Militar, que resultou na apreensão de quase 400 unidades de produtos suspeitos, entre doces, cogumelos e outros itens com indícios de presença de drogas. Dez pessoas foram detidas, ouvidas e liberadas, e o material foi encaminhado para investigação na delegacia responsável pela região.
Com isso, a prefeitura intensificou campanhas de conscientização junto a comerciantes e turistas. Três meses após o início das ações, a Vigilância Sanitária e a Vigilância em Saúde informaram que não houve novos atendimentos médicos relacionados ao consumo desses doces no município.
A coordenação da área destacou que o foco principal sempre foi a proteção da saúde pública e a tentativa de reduzir a repercussão negativa que o tema trouxe para a imagem da cidade. Por se tratar de alimentos artesanais vendidos informalmente, a atuação ocorreu principalmente por meio de orientação, fiscalização e denúncias, com apoio das forças de segurança quando havia indícios de crime.
Por fim, o balanço de 2025 aponta que as medidas adotadas ajudaram a conter o problema. A expectativa do município é manter a fiscalização e as ações educativas para garantir a segurança dos visitantes e preservar a vocação turística de São Tomé das Letras no Sul de Minas.



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