A morte de dezenas de peixes no Lago de Furnas, em Boa Esperança, no Sul de Minas, aumentou a preocupação de moradores que denunciam há meses possíveis problemas relacionados ao despejo de esgoto na região. A Polícia Militar esteve em um dos pontos indicados pela população e encontrou 47 peixes mortos. Em outro local, foram localizados mais 25 animais.
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Um boletim de ocorrência foi registrado e o Núcleo de Emergência Ambiental, em Belo Horizonte, foi acionado para avaliar a situação. Moradores suspeitam que a mortandade esteja relacionada ao líquido que estaria sendo lançado nas proximidades de uma estação do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), no bairro Jarbas Barbosa.
Segundo o biólogo e mestre em Ecologia pela Universidade Federal de Alfenas (Unifal), Edimar Agnaldo Moreira, a morte dos peixes pode estar relacionada a uma combinação de fatores ambientais, como alterações na temperatura da água e o excesso de matéria orgânica.
O episódio ocorre cerca de dois meses após as primeiras denúncias de moradores sobre um possível despejo de esgoto às margens do lago. Desde então, segundo a população, o problema permanece sem solução. Além da preocupação com a qualidade da água, o forte mau cheiro é relatado por pessoas que vivem nas proximidades da estação elevatória de esgoto.
A situação também gera apreensão em relação aos frequentadores do Lago de Furnas. A região recebe turistas, moradores e praticantes de esportes náuticos, principalmente aos fins de semana.
Diante das denúncias, o Conselho Municipal de Defesa e Conservação do Meio Ambiente (Codema) informou que pretende solicitar uma reunião com o Ministério Público para discutir o caso e buscar providências.
No fim de julho, a Câmara de Vereadores de Boa Esperança aprovou um crédito de R$ 1,2 milhão destinado a obras de saneamento básico no município. A reportagem questionou a Prefeitura sobre a aplicação dos recursos, mas não recebeu resposta até a publicação.
O SAAE e o Ministério Público também foram procurados, mas não haviam se manifestado até a publicação desta reportagem.
*com informações G1 Sul de Minas








