O ex-escrivão da Polícia Civil Thiago Galvão Bernardes será julgado novamente nesta quinta-feira (13), em Poços de Caldas, no Sul de Minas, pelo assassinato do músico Júlio Antônio Gonçalves Villas Boas. O crime aconteceu em 2016.
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Bernardes responde por homicídio qualificado, sob acusação de ter utilizado recurso que dificultou a defesa da vítima. Ele também é acusado de fraude processual, por supostamente ter alterado a cena do crime após o disparo.
Este será o segundo julgamento do caso. De acordo com a denúncia, Bernardes, que na época trabalhava como escrivão da Polícia Civil, Villas Boas e outra pessoa estavam em um apartamento consumindo bebidas alcoólicas quando ocorreu o disparo que atingiu o músico, que morreu no local.
Testemunha relatou disparo aparentemente sem motivo
Uma testemunha afirmou à polícia que, após chegarem ao apartamento, o então escrivão teria sacado a arma e efetuado o disparo, aparentemente sem motivo. Depois do tiro, o proprietário do imóvel deixou o local e acionou o socorro.
Quando as equipes chegaram, Villas Boas já estava morto. Bernardes foi encontrado próximo ao corpo, confuso e apresentando sinais de embriaguez. Ele trabalhava na Delegacia de Polícia Civil de Cabo Verde e foi preso em flagrante após o crime.
Primeiro julgamento foi anulado
Dois anos depois do assassinato, o então policial civil foi levado a júri popular. Na ocasião, a defesa sustentou que o disparo havia sido acidental. Os jurados desclassificaram a acusação de homicídio doloso, quando há intenção de matar.
Bernardes foi condenado a dois anos, um mês e 12 dias de prisão. Como estava preso desde 2016, ele foi colocado em liberdade após o julgamento.
O Ministério Público recorreu da decisão e o Tribunal de Justiça de Minas Gerais anulou o primeiro julgamento, determinando a realização de um novo júri.
Após uma série de recursos apresentados pela defesa ao longo dos últimos anos, o segundo julgamento foi marcado para esta quinta-feira, cerca de oito anos depois do primeiro júri.







