Em Guapé, no Sul de Minas, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) obteve a primeira condenação relacionada à 3ª fase da Operação Trem da Alegria. A decisão foi proferida pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e envolve fraudes em licitação na Prefeitura de Guapé.
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A investigação aponta irregularidades na contratação de empresa para prestação de serviços de engenharia, incluindo máquinas e caminhões. Segundo o MPMG, houve fraude no processo licitatório, além da emissão de atestados falsos de serviços que não foram executados, o que gerou prejuízo aos cofres públicos.
O ex-prefeito de Guapé foi condenado a 17 anos de reclusão, além do pagamento de 140 dias-multa, pelos crimes de corrupção passiva, peculato e fraude em licitação. Além disso, outras três pessoas também foram condenadas, com penas que variam de 5 a 18 anos de reclusão e aplicação de multas. No entanto, o inquérito ainda não foi concluído e pode resultar em novas condenações. Atualmente, sete ações penais seguem em andamento.
De acordo com o Ministério Público, dois empresários receberam cerca de R$ 6 mil por horas que não foram trabalhadas. Além disso, uma televisão destinada à Secretaria de Saúde teria sido desviada para uso particular. A apuração também identificou a solicitação de propina equivalente a três lotes, avaliados em aproximadamente R$ 240 mil.
A Operação Trem da Alegria foi deflagrada em 7 de fevereiro de 2024, com foco em desarticular um esquema que envolvia corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro em Guapé e na região do Sul de Minas. Na primeira fase, foram cumpridos 26 mandados de busca e apreensão, além de seis prisões preventivas e seis afastamentos de funções públicas, incluindo integrantes do primeiro escalão da administração municipal.
Com isso, a decisão marca a primeira condenação dentro da terceira etapa da operação. Por fim, o Ministério Público reforçou que as investigações continuam para apurar a participação de outros envolvidos no esquema.

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