Após semanas de tensão diplomática e ameaças públicas, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irã, sob a alegação de risco iminente relacionado ao programa nuclear iraniano. A escalada abriu um novo capítulo de instabilidade no Oriente Médio, com ataques registrados em várias cidades, retaliações imediatas e mortes no alto escalão do regime de Teerã, incluindo o Líder Supremo.
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De acordo com os governos norte-americano e israelense, o objetivo principal é destruir estruturas ligadas ao programa nuclear do Irã. Os dois países afirmam que o enriquecimento de urânio conduzido por Teerã teria como finalidade a produção de armas nucleares. Por outro lado, o regime iraniano nega que desenvolva bomba atômica e sustenta que o programa possui fins pacíficos.
Além disso, a ofensiva ocorre após a falta de avanços nas negociações diplomáticas. Desde o ano passado, os Estados Unidos pressionam o Irã por um novo acordo nuclear. No entanto, as conversas mais recentes não resultaram em consenso, o que aumentou a tensão entre as nações envolvidas.
Em resposta aos ataques, o Irã lançou mísseis contra Israel e realizou ofensivas contra bases militares dos Estados Unidos localizadas no Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Emirados Árabes Unidos. Com isso, o número de mortos no Irã ultrapassa 780, segundo informações divulgadas até o momento.
O carmelitano e médico veterinário Sávio Paiva vive há três anos em Doha, no Catar, junto com a esposa. Em entrevista ao Portal Onda Sul, ele relatou os impactos da escalada militar na região.
Segundo Sávio, o governo do Catar, que mantém posição política neutra no conflito, orientou a população a permanecer em casa. Enquanto isso, o trabalho em Doha não foi totalmente interrompido. Serviços essenciais, como farmácias, hospitais e supermercados, continuam funcionando normalmente. Dessa forma, trabalhadores que podem atuar em home office receberam recomendação para trabalhar remotamente.
O carmelitano destacou ainda que os ataques registrados desde sábado (28) não têm como alvo a população civil, mas sim bases militares norte-americanas instaladas no Catar e em outros países do Oriente Médio. Ele afirmou ter ouvido explosões durante os dias de conflito e disse aguardar que a situação seja esclarecida em breve.
“Esse local é em frente a minha casa. Aqui, em dia normal é uma avenida extremamente movimentada. Hoje você quase não vê movimento na rua”, disse Sávio Paiva em entrevista ao Portal Onda Sul ilustrando os momentos difíceis no Oriente Médio. Veja o vídeo abaixo.









