A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou inquérito para investigar a falsificação de 16 atestados médicos em São Sebastião do Paraíso, no Sul de Minas. A denúncia partiu de uma médica da rede pública municipal, que identificou o uso indevido de documentos emitidos em seu nome na cidade.
De acordo com o delegado Rafael Souza Gomes, responsável pelo caso em São Sebastião do Paraíso, os atestados foram apresentados por uma funcionária de uma empresa que administra condomínios. As supostas fraudes teriam ocorrido entre setembro de 2025 e fevereiro de 2026.
Segundo as apurações iniciais, a investigada foi atendida pela médica em duas ocasiões e recebeu atestados legítimos. No entanto, a partir desses documentos originais, ela teria produzido pelo menos outros 16 atestados falsificados para justificar faltas ao trabalho.
A irregularidade veio à tona depois que o proprietário da empresa desconfiou da quantidade e do padrão dos documentos apresentados. Ao procurar a profissional de saúde para confirmar a autenticidade, ele foi informado de que ela não atuava mais na unidade desde setembro de 2025, justamente o período em que os atestados começaram a ser entregues.
Além disso, todos os documentos foram apreendidos e passam por exames documentoscópicos, que devem comprovar a materialidade da falsificação. Enquanto isso, a investigação segue na fase de oitivas. A médica será ouvida formalmente, assim como o empregador. A suspeita já foi intimada e deverá prestar depoimento nos próximos dias.
Caso a fraude seja confirmada, a mulher poderá responder por falsificação de documento público, já que os atestados utilizam timbre oficial da Prefeitura e são emitidos por unidade de saúde municipal. A pena prevista para esse tipo de crime varia de dois a seis anos de reclusão, conforme estabelece a legislação penal.









