Uma equipe do Esquadrão Antibombas do Bope se deslocou de Belo Horizonte para apoiar a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) na retirada de uma granada encontrada em um lote vago no Bairro Bela Vista, em Governador Valadares. O artefato foi removido na tarde de terça-feira (2) durante uma ação conjunta entre o Esquadrão Antibombas e a PMMG.
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De acordo com a polícia, o explosivo não possuía identificação individual, marcação de lote ou numeração. Após análise técnica, os militares constataram que se tratava de uma granada de mão improvisada, produzida de forma artesanal. O artefato foi confeccionado com um recipiente metálico do tipo bojita e continha uma substância semelhante a explosivo.
Embora fosse de fabricação caseira, o dispositivo é classificado como explosivo e, conforme a legislação vigente, deveria estar sob controle do Exército Brasileiro. Além disso, a Polícia Judiciária não autorizou a retirada do objeto devido aos riscos relacionados ao transporte e ao armazenamento, o que motivou o acionamento do Esquadrão Antibombas.
Para eliminar os riscos, as forças de segurança realizaram uma desativação controlada do artefato utilizando um detonador e explosivos pertencentes à PMMG. Com isso, o material foi destruído no próprio local.
Durante a operação, os militares observaram uma intensa transformação química, com liberação de gases, emissão de luminosidade e ruído sonoro. Como resultado da detonação controlada, foi aberto um buraco de aproximadamente 10 centímetros de largura por 10 centímetros de comprimento e 3 centímetros de profundidade. A ação foi executada em uma área de terra seca para reduzir possíveis reações adicionais.
Segundo a polícia, caso o dispositivo fosse utilizado, poderia representar riscos à integridade física das pessoas devido à onda de choque e à projeção de fragmentos. Além disso, haveria potencial para causar danos materiais nas proximidades.
Por fim, todos os procedimentos foram registrados e arquivados pelo Bope. O relatório produzido poderá auxiliar futuras investigações conduzidas pelas autoridades competentes.
Fonte: Estado de Minas









