Uma inspeção realizada na Clínica Neuropsiquiátrica de Alfenas, no Sul de Minas, encontrou pacientes em quartos trancados pelo lado de fora e em condições consideradas insalubres. A fiscalização contou com a participação do Ministério Público, Coordenadoria de Saúde, Conselho Tutelar, Vigilância Sanitária e outros órgãos.
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Segundo informações registradas em ocorrência policial, um dos quartos estava fechado com cadeado. No interior, as equipes encontraram um paciente que apresentava lesões. Conforme relatos registrados, havia fezes no ambiente, fiação elétrica exposta e não havia cama.
O paciente foi atendido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e encaminhado ao Hospital Universitário Alzira Velano (HUAV).
Em outro quarto, também trancado pelo lado externo, foram encontrados dois pacientes. De acordo com o registro, havia fezes espalhadas pelo chão.
A fiscalização encontrou ainda três pacientes em outro cômodo fechado pelo lado de fora. Conforme a ocorrência, o local apresentava situação semelhante, com fezes no chão.
Após a constatação, os pacientes foram retirados dos quartos e remanejados para outros locais, onde passaram a receber atendimento dos órgãos responsáveis.
Segundo relatos colhidos durante a fiscalização, os cômodos onde os pacientes estavam seriam conhecidos como “ala feminina”.
Responsáveis pela clínica
Durante a ocorrência, um homem informou às equipes que prestava serviços advocatícios à clínica e que não fazia parte da administração. Outro homem declarou ser diretor e administrador da unidade.
Ainda conforme o registro policial, uma testemunha afirmou que o advogado teria se apresentado anteriormente como administrador da clínica.
Um perito criminal foi acionado e realizou os procedimentos necessários no local.
Prisões
Diante da situação encontrada durante a fiscalização, envolvidos foram presos em flagrante e encaminhados para atendimento médico na Santa Casa antes dos demais procedimentos.
Segundo o próprio registro, a ocorrência policial ficou restrita aos fatos relacionados às prisões, enquanto as demais irregularidades identificadas durante a inspeção deverão ser analisadas pelos órgãos competentes.
As circunstâncias envolvendo as condições dos quartos, a forma como os pacientes eram mantidos e as eventuais responsabilidades serão apuradas pelas autoridades.








