Registros de piranhas no Lago de Furnas têm chamado a atenção de moradores e pescadores do Sul de Minas. A espécie foi encontrada durante pescarias em diferentes pontos da represa, com ocorrências registradas em Guapé, Carmo do Rio Claro e São José da Barra.
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Os peixes foram retirados de redes de pesca junto a outras espécies. Em Guapé, um pescador chegou a ferir a mão ao retirar uma piranha da rede. Já em Carmo do Rio Claro, a captura chamou a atenção por ter sido a primeira registrada por um profissional que atua na pesca há mais de três décadas. O caso mais recente ocorreu em São José da Barra, também durante uma pescaria.
A presença da espécie preocupa principalmente pelo possível impacto sobre a fauna aquática já existente no Lago de Furnas. Como a piranha não é considerada nativa da bacia do Médio Rio Grande, a ocorrência pode representar um risco de alteração no equilíbrio do ecossistema.
De acordo com avaliação de especialista da área ambiental, a piranha pode atuar como predadora de outras espécies de peixes encontradas na região, incluindo lambaris e mandis, o que pode provocar mudanças na composição da fauna aquática caso a população da espécie aumente.
Como as piranhas podem ter chegado ao Lago de Furnas?
Entre as hipóteses estão a soltura intencional de exemplares criados em cativeiro e a fuga de alevinos de tanques de criação instalados próximos à bacia.
Outra possibilidade considerada é a chamada água de lastro, utilizada por embarcações para garantir estabilidade durante a navegação. Caso não seja realizado o procedimento adequado de higienização, essa água pode transportar ovos ou pequenos peixes de uma região para outra, contribuindo para a introdução de espécies em ambientes onde elas não ocorriam naturalmente.
A movimentação de espécies entre diferentes bacias pode provocar impactos ambientais, principalmente quando se trata de animais que passam a competir ou predar espécies nativas.
A orientação é para que novos registros de piranhas sejam comunicados aos órgãos ambientais. O monitoramento das ocorrências pode ajudar a identificar a distribuição da espécie e avaliar possíveis impactos sobre o ecossistema do Lago de Furnas.
*com informações G1 Sul de Minas







