Quatro pessoas da mesma família foram internadas em estado grave nesta semana após consumirem uma planta tóxica conhecida como “falsa couve”, na zona rural de Patrocínio, no Alto Paranaíba, em Minas Gerais. A planta, visualmente semelhante à couve comum, foi usada no preparo do almoço e provocou reações severas nos familiares.
Aqui você encontra nossos canais oficiais: Clique aqui
Após a refeição, as vítimas começaram a apresentar sintomas como fraqueza muscular, dormência nas pernas, dificuldade respiratória e mal-estar generalizado. Uma mulher de 37 anos sofreu uma parada cardiorrespiratória e precisou ser reanimada antes de ser encaminhada ao hospital. Três homens, com idades entre 49 e 67 anos, também foram socorridos em estado grave. Uma criança que estava com a família foi levada ao hospital apenas para observação, já que não ingeriu o alimento.
A planta consumida é a Nicotiana glauca, uma espécie tóxica pertencente à família das Solanáceas, a mesma de alimentos comuns como batata, tomate e berinjela. Apesar disso, algumas plantas dessa família são altamente venenosas. A falsa couve recebe esse nome devido à semelhança de suas folhas com as da couve verdadeira, o que aumenta o risco de confusão, especialmente entre pessoas não habituadas ao manuseio de plantas.
A toxicidade da Nicotiana glauca está relacionada à presença de anabazina, uma substância que interfere na transmissão nervosa e pode causar sintomas neurológicos e respiratórios graves. Entre os efeitos mais comuns estão paralisia muscular, alterações visuais, salivação excessiva, vômitos, taquicardia e confusão mental. Em casos mais graves, a intoxicação pode evoluir rapidamente para insuficiência respiratória e morte.
Especialistas alertam que a gravidade do quadro clínico está diretamente ligada à quantidade ingerida da planta e reforçam que não existem tratamentos caseiros eficazes para esse tipo de envenenamento. A recomendação é procurar atendimento médico imediato ao menor sinal de intoxicação e, se possível, levar uma amostra da planta para facilitar o diagnóstico e o tratamento.
A orientação para prevenir casos semelhantes é clara: deve-se consumir apenas plantas comestíveis de procedência conhecida, preferencialmente cultivadas em hortas domésticas ou adquiridas em locais confiáveis. A identificação incorreta de plantas silvestres pode ter consequências sérias e até fatais.








