Nesta semana a Capela Nosso Senhor dos Passos em Carmo do Rio Claro foi interditada devido a uma série de riscos que comprometem a estrutura do local.
Participe do Canal Portal Onda Sul no WhatsApp
Através da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil, da prefeitura de Carmo do Rio Claro diversas observações do imóvel foram contestadas, refletindo em um alerta para a população que usa o local para demonstrações de fé.
A Capela de Nosso Senhor dos Passos é um bem cultural tombado pela prefeitura municipal. Localizada aos pés da Serra da Tormenta, a construção do século XIX é um marco do patrimônio histórico local e barroco.
Segundo a prefeitura “Como medida preventiva, a Prefeitura orienta a restrição de uso da edificação, não sendo recomendada a realização de atividades que envolvam aglomeração de pessoas. O acesso ao local deve ser limitado ao mínimo necessário, exclusivamente para inspeções, manutenções e avaliações técnicas.”
Sendo assim, a Paróquia Nossa Senhora do Carmo precisou alterar o calendário da Semana Santa, principalmente nos dias 30 e 31 de março, em que há os momentos cruciais da via sacra e procissão.
A atitude adotada pelo pároco Gilmar Antônio Pimenta será usar outros espaços das ruas de Carmo do Rio Claro para a celebração, sendo a casa do Sr. Lázaro, no bairro Porto e uma outra referência no bairro Rosário, para o cumprimento da programação Santa.
Veja a nota da prefeitura de Carmo do Rio Claro sobre a interdição da capela.
A Prefeitura de Carmo do Rio Claro, por meio da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil, informa que foi realizada, no dia 23 de março de 2026, vistoria técnica na Capela de Nosso Senhor dos Passos, localizada na Praça Irmãos de São Gabriel.
A inspeção teve como objetivo avaliar as condições estruturais do imóvel, que possui relevante valor histórico e arquitetônico para o município. Durante a vistoria, foram identificadas manifestações patológicas, como fissuras e rachaduras em elementos estruturais, degradação do piso em madeira e indícios de infiltração na cobertura, além da presença de umidade, indicando processo de deterioração progressiva da edificação.
De acordo com o relatório técnico, a situação foi classificada como de risco potencial, especialmente em relação à utilização do espaço com concentração de público. Ressalta- se que, no momento da vistoria, não foram constatados indícios de colapso estrutural iminente.
Como medida preventiva, a Prefeitura orienta a restrição de uso da edificação, não sendo recomendada a realização de atividades que envolvam aglomeração de pessoas. O acesso ao local deve ser limitado ao mínimo necessário, exclusivamente para inspeções, manutenções e avaliações técnicas.
A Administração Municipal reforça a necessidade de realização de uma avaliação estrutural detalhada por profissional habilitado, com emissão de ART ou RRT, para definição das intervenções necessárias à recuperação do imóvel.
Por se tratar de bem tombado, qualquer intervenção deverá observar rigorosamente a legislação de proteção ao patrimônio cultural.A Prefeitura seguirá acompanhando a situação, adotando as medidas necessárias para garantir a segurança da população e a preservação do patrimônio histórico do município.
Procurado pela imprensa, padre Gilmar não quis gravar entrevista.









