Embora o Dia Internacional da Mulher seja uma data para exaltar a força, beleza, ternura e independência das mulheres, essa memória enfrenta sérios problemas no Brasil, um país com altos índices de violência contra a mulher, feminicídio, entre outros crimes.
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Com base nos dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e Ministério da Justiça, de março de 2026, o Brasil registrou um recorde histórico de feminicídios em 2025, sendo 1.568 mulheres mortas por razão de gênero. Em outras palavras, uma mulher foi morta a cada 6 horas no ano passado.
A violência contra a mulher, em sua maioria, acontece dentro da casa da vítima e está relacionada a homens próximos, maridos, namorados e até filhos. Ainda segundo os dados, quase 60% das vítimas são mortas ou sofrem violências graves pelo parceiro íntimo.
Nesse contexto, uma grave situação de violência contra a mulher aconteceu recentemente na zona rural de Carmo do Rio Claro, no distrito da Vilelândia. Segundo a Polícia Civil, que investiga o caso, uma briga, provavelmente motivada por ciúmes, tornou-se uma tentativa de homicídio.
De acordo com Rafael Fonseca Nunes, inspetor da Polícia Civil, o caso gravíssimo teria começado a acontecer na última sexta-feira e continuado durante o final de semana. A vítima, de 25 anos, foi brutalmente espancada por seu parceiro, teve os punhos e pernas amarrados e desmaiou durante as agressões.
Após diversas sessões de tortura, a vítima foi encaminhada e atendida em uma unidade hospitalar de Alpinópolis. Inicialmente, o caso foi coordenado pela polícia de Alpinópolis, sendo transferido para as dependências de Carmo do Rio Claro durante esta semana.
Segundo o investigador, logo que tiveram conhecimento do caso, iniciaram uma operação, chegando, inclusive, a uma testemunha. Nesta sexta-feira, 13, a Polícia Civil já colheu os depoimentos da vítima e da testemunha. O suspeito e a sua defesa deverão se apresentar na Polícia Civil nos próximos dias.
O caso teve repercussão em Carmo do Rio Claro, fortemente na Vilelândia e, ainda de acordo com a PCMG, as pessoas estão abaladas e com receio de comentar sobre o acontecido.
A Polícia Civil também informou que os casos de violência contra a mulher no município são frequentes e muitas vítimas são silenciadas. A orientação da segurança pública é clara: DENUNCIE! O Portal Onda Sul segue apurando os desdobramentos dessa investigação.









