O Ministério Público abriu uma nova investigação sobre o cancelamento do Passos Rodeio Show, em Passos. Desta vez, o foco é a venda antecipada de ingressos para o camarote do evento, que estava programado para ocorrer no Parque de Exposições da cidade.
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Segundo os organizadores, cerca de 150 ingressos foram comercializados antes do cancelamento do rodeio. Além disso, o reembolso aos compradores deverá ser realizado ao longo desta semana.
De acordo com o promotor de eventos Felipe Lemos de Oliveira, contratado pelo Sindicato Rural para atuar na organização do Passos Rodeio Show, a venda antecipada começou antes da assinatura do contrato com o sindicato porque, segundo ele, a comercialização não envolveria recursos públicos.
O evento estava previsto para começar no dia 14 de maio, em Passos. No entanto, o rodeio foi cancelado após a instauração de um inquérito pelo Ministério Público. Conforme o MP, não estava claro qual seria o papel do poder público e do Sindicato Rural na realização do evento.
Além disso, o órgão também questionou uma possível terceirização de serviços por parte do sindicato. Na semana passada, o presidente do SinRural, Hélder Maia dos Reis, confirmou que alguns serviços foram terceirizados para um promotor de eventos. Apesar disso, ele afirmou não considerar a prática irregular.
Em outra recomendação enviada à Prefeitura de Passos, o Ministério Público apontou a ausência de licitação para a contratação dos shows do rodeio. A administração municipal informou que não haveria tempo hábil para cumprir as recomendações e, dessa forma, decidiu cancelar o evento.
Com isso, o cancelamento do Passos Rodeio Show também afetou participantes e visitantes de outras cidades da região.
Em nota oficial, o Sindicato Rural de Passos afirmou que não autorizou a venda de camarotes nem o uso comercial do nome do Parque de Exposições para esse tipo de comercialização. O sindicato informou ainda que a empresa responsável foi notificada pelo departamento jurídico do SinRural para interromper imediatamente as vendas e providenciar a devolução dos valores pagos pelos consumidores.









