O Governo de Minas Gerais trabalha para arrecadar cerca de R$ 4 bilhões com a privatização da Copasa. A informação foi confirmada pelo vice-governador Mateus Simões, que destacou que o Estado não pretende vender a totalidade das ações da companhia.
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Atualmente, a Copasa está avaliada em aproximadamente R$ 17 bilhões, com o governo mineiro detendo 51% das ações. O modelo de privatização ainda está em análise, mas a proposta prevê a manutenção de participação societária por parte do Estado, incluindo presença no conselho da empresa.
Mesmo em meio ao processo de privatização, a Copasa registrou forte valorização no mercado. Ao longo de 2025, as ações tiveram alta de 124,42%. Os papéis começaram o ano cotados a R$ 19,50 e encerraram o período sendo negociados a R$ 43,92.
A expectativa do Executivo é destinar os recursos obtidos com a venda de parte das ações para áreas estratégicas, como educação profissionalizante, infraestrutura e segurança pública. Esses investimentos fazem parte das contrapartidas previstas no Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados, o Propag.
Na área educacional, o governo considera o setor mais avançado no planejamento dos investimentos, com ações já em andamento por meio do programa Trilhas do Futuro. Em infraestrutura, a prioridade é acelerar obras viárias e reduzir o tempo de entrega. O governo avalia que cerca de 25% das estradas estaduais estão em péssimas condições, índice bem acima da média nacional.
Em relação à segurança pública, os investimentos ainda estão em fase de definição. A tendência é priorizar soluções tecnológicas, como ampliação de sistemas de monitoramento e uso de inteligência artificial para identificação de foragidos.
O governo reforça que a privatização não prevê a transferência do controle da companhia. A proposta é vender a maior participação acionária possível sem perder o controle estratégico, garantindo o cumprimento das metas de universalização dos serviços. Também foi destacado que não haverá impacto nas tarifas de água e esgoto, já que os valores são regulados pela Arsae.
O Executivo mineiro está em fase de consulta com instituições financeiras para definir o melhor formato da operação. A expectativa é que a Copasa passe por uma mudança em sua estrutura societária e se torne uma corporação. A conclusão do processo é projetada para ocorrer até o fim do primeiro trimestre.

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