O setor do agronegócio está tentando convencer o Congresso Nacional a voltar atrás em uma decisão que pode prejudicar o seguro rural no Brasil. Esse seguro ajuda agricultores quando eles têm prejuízos causados por seca, chuva forte ou outros problemas climáticos.
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O problema começou depois que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, vetou um trecho da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Esse trecho garantia que o dinheiro destinado ao seguro rural não poderia ser cortado ao longo do ano.
Em 2025, o programa federal que paga parte do valor do seguro rural teve um grande corte. O orçamento caiu quase pela metade, passando de R$ 1,06 bilhão para R$ 565,5 milhões. Com isso, menos agricultores conseguiram contratar o seguro, e a área protegida também diminuiu bastante.
Além disso, apenas cerca de 42 mil produtores foram atendidos, e o valor das lavouras seguradas ficou bem abaixo do que já foi registrado em outros anos. Segundo representantes das seguradoras, isso deixa os agricultores mais vulneráveis e inseguros.
De acordo com Federação Nacional de Seguros Gerais, a falta de garantia no orçamento dificulta o planejamento das empresas e encarece o seguro para quem produz no campo. Dessa forma, muitos agricultores acabam não conseguindo pagar pelas apólices.
Outro ponto destacado é que o clima tem ficado cada vez mais imprevisível. No entanto, mesmo com mais riscos, os produtores ganham menos dinheiro e têm dificuldade para investir em proteção.
Por outro lado, a Confederação Nacional das Seguradoras alerta que, apesar do crescimento das áreas plantadas no Brasil, apenas cerca de 3% das lavouras têm seguro rural atualmente.
Enquanto isso, a Frente Parlamentar da Agropecuária também criticou o veto. Para o presidente do grupo, Pedro Lupion, a decisão preocupa o setor produtivo.
Já o Ministério da Agricultura informou que pretende usar todo o orçamento previsto para 2026, que é de R$ 1,01 bilhão, e ampliar o número de produtores atendidos.
Por fim, deputados e senadores ainda podem derrubar o veto do presidente. Caso isso aconteça, o dinheiro do seguro rural ficará protegido, garantindo mais segurança para quem trabalha no campo e ajuda a produzir os alimentos que chegam à mesa dos brasileiros.

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